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Visitar para aprender!
Por António Rodrigues (Professor), em 2019/02/03234 leram | 0 comentários | 5 gostam
O museu enquanto lugar de exposição… e de expedição!

POR ELISABETE BARROSA
Os alunos das turmas A e B do 6º e 7ºs anos da EBS de Miranda do Douro retomaram a sua viagem de descoberta pela arte e suas várias manifestações com a visita de estudo ao Museu Nacional dos Soares dos Reis, no Porto, que decorreu no passado dia 1 de fevereiro. As colaboradoras Adelaide e Paula guiaram heroicamente as “expedições” pelo museu, feitas em grupos e horários diferenciados, através de Guiões de Visita que permitiram “educar” o olhar dos mais novos perante as obras de arte. Em cada paragem, os alunos eram sensibilizados para aspetos mais gerais, como as diversas formas artísticas – pintura, escultura, cerâmica… -, as várias correntes artísticas (romantismo, naturalismo…), e os temas (o retrato e a paisagem), mas também para pormenores como o material utilizado (óleo, mármore, gesso…), os elementos subtilmente representados numa escultura (uma concha, e espuma do mar…), e os sentimentos gravados na expressão de um rosto pintado ou esculpido… Finalmente, os alunos sentiram-se verdadeiros convidados de honra ao acederem, excecionalmente, ao salão nobre do palácio, enquanto este foi residência da Família Real no Porto, entre 1861 e 1910, onde se encontram expostas peças relacionadas com a presença portuguesa no Oriente. De destacar o par de biombos Namban - japoneses - do século XVII com cenas que representam a chegada de uma nau portuguesa ao Japão, móveis e outras peças preciosas Indo-portuguesas!
O Museu Nacional Soares dos Reis foi o bom pretexto para a “expedição” pela baixa do Porto por onde os vários grupos deambularam acompanhados pelos professores, antes ou depois do “repasto” no Mc Donald’s! Ainda puderam (re)conhecer a Torre dos Clérigos, a estação de S.Bento e a Sé do Porto , tal como estava previsto no plano da visita, e alguns, mais temeratos perante a ameaça de tempestade (!!!), ainda deram um salto ao Via Catarina!
Os agradecimentos vão para os professores acompanhantes – Julieta Guerra, Rosa Rocha, Elisabete Lázaro, Rita Dias, Antídio Fernandes e Cisnando Ferreira- sempre atentos aos seus pupilos; para o Município de Miranda do Douro que nos cedeu gentilmente o transporte; para a Drª Adelaide, de uma simpatia inabalável, técnica superior do Museu, interlocutora de todos os agendamentos feitos e desfeitos durante vários meses; para a Drª Celina Bárbaro, diretora do Museu da Terra de Miranda, sempre atenta a todo o desenvolvimento deste projeto; para a Drª Isabel, que nos recebeu de braços abertos no Museu Soares dos Reis; para os pais e encarregados de educação, fundamentais para o envolvimento dos alunos nestas atividades extracurriculares, e para a Direção do AEMD, sempre confiante nos projetos educativos dos vários órgãos pedagógicos!
A visita ao Porto/Museu Nacional Soares dos Reis insere-se no projeto desenvolvido, desde o ano letivo 2017/2018, pela biblioteca escolar em articulação com as disciplinas de Educação Tecnológica, CEA, Português, e com o Museu da Terra de Miranda, no âmbito do Programa de Competências de Leitura e Escrita/Referencial Aprender com a Biblioteca Escolar. Pretende-se com este projeto que os alunos desenvolvam competências na área da literacia artística, mas também na área da leitura, da escrita e do digital. Durante o presente ano letivo, para além da visita já realizada, pretende-se que os alunos vão um pouco mais longe através de uma pesquisa e do tratamento de informação para a realização de um trabalho final, digital, sobre tipos de museu, artistas e seus produtos.

Nota: António Soares dos Reis nasceu em Gaia em 1847. Desde cedo, mostrou talento em modelar pequenas esculturas. Entre os 15 e os 19 anos, estudou na Academia de Belas Artes no Porto. Aos 20 anos, partiu para Paris, para continuar os seus estudos em escultura. De Paris seguiu para Itália, de onde regressou aos 25 anos. De Itália, Soares dos Reis enviou uma escultura para a Academia de Belas Artes do Porto como prova final dos seus estudos, uma espécie de “exame final” – chamou-lhe “O desterrado”, uma escultura que se encontra exposta no Museu Soares dos Reis. Em Portugal, foi professor na Academia de Belas Artes e continuou o seu trabalho artístico até 1889, ano da sua morte.

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